Como me tornei vegana?

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Sou uma pessoa que gosta muito de manter a ordem das coisas, então, o primeiro post tinha que ser contando um pouquinho sobre como virei vegana. Confesso que há 5 anos atrás eu nem sabia o que era veganismo. Comecei a ter uma certa familiaridade com o assunto depois de 2013, quando entrei num processo muito intenso de transformação que veio com a síndrome do pânico. 2013 foi um ano e tanto, mas hoje, apesar de todas as dificuldades pelas quais passei, sou grata pois tudo isso me trouxe até aqui, me redirecionou e me colocou num caminho que hoje faz muito mais sentido pra mim.

Não me tornei vegana do dia para a noite. Aliás, confesso que nunca sequer cogitei me tornar ovo lacto e a maneira que decidi parar de comer carne foi um tanto quanto inesperada. Lembro que estava com meu namorado zapeando a TV até que caímos em um canal onde passava uma matéria do projeto Segunda Sem Carne, da SVB. Na matéria contaram a história do resgate de um frango de granja. A pessoa contou que conseguiram um adotante vegetariano pra ele, mas que o frango acabou morrendo infartado quando foi chegando o prazo em que seria abatido na granja. Marcelo e eu ficamos bem tocados e foi ele que me propôs parar de comer carne. Decidimos que pararíamos no dia seguinte e assim foi. Estamos sem carne desde agosto de 2014 (e muito bem, saudáveis e felizes).

No final de 2015 descobri o livro “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas” da Melanie Joy. Comprei, li e não consegui mais consumir nada que vinha de animais. Embora o livro não fale sobre veganismo, sua leitura mexeu tanto comigo que decidi me tornar vegana. Não sabia muito sobre veganismo e tive a clássica dúvida: “O que eu vou comer?” Mas não conseguia olhar para os produtos de origem animal da mesma forma que antes. Me recordo que a última coisa que comi foi uma lasanha com queijo e me recordo o quanto me senti mal ao comê-la (já estava terminando de ler esse livro). Foi mais um processo que mexeu muito comigo. Porém, sou o tipo de pessoa que quando decide e põe algo na cabeça, vai e faz. E assim foi. Parei de me alimentar de produtos de origem animal no dia 19/01/2016. Foi quando criei a conta no instagram para poder aprender, porque até então eu estava apenas focada na questão alimentar, e é natural, pois nos alimentamos no mínimo 3x no dia, então essa acaba sendo, a princípio, nossa primeira preocupação. Marcelo se tornou vegano logo depois.

Naquela época (que nem é tanto tempo assim), não havia tanta informação sobre veganismo como hoje, com vários sites, canais no youtube, blogs, perfis no instagram além da própria mídia colocando o veganismo em pauta. É muito legal ver que a cada dia temos mais facilidade de acesso ao que pode nos ajudar a fazer a transição. Ao longo desses 3 anos de vegana, percebo o quanto meu veganismo vem se transformando, aprimorando e se conectando com outras questões tão importantes quanto. Hoje eu luto pela libertação animal & humana. Também sinto que desde que me tornei vegana minha qualidade de vida melhorou bastante. Tinha muitos problemas com alergias como rinite e sinusite e elas quase nunca atacam (só no caso de ter contato com alguns cheiros fortes). Sempre gostei muito de animais e natureza e enquanto vegana sigo lutando por eles.

Em relação a dificuldades, confesso que tive bem menos do que imaginei. Sempre que as pessoas me perguntam sobre o que fazer para se tornarem veganas, digo que o primeiro passo é se informar. Quando você tem consciência do que é ser vegano, não tem como voltar atrás e “des-saber” tudo o que os animais passam pra que possamos nos alimentar, nos vestir, nos entreter. Sempre gostei de cozinhar, então esse não foi um empecilho. Ao contrário, foi mais uma motivação pra me aventurar na cozinha, experimentar coisas novas, conhecer novos sabores e acho que esse foi um dos maiores benefícios que o veganismo me trouxe. Quem pensa que temos uma alimentação restritiva está muito enganado! Passei a me alimentar muito melhor e com muito mais variedade depois de me tornar vegana. Pesquisei e pesquiso sobre produtos e aprendo cada dia mais. Percebo que a cada dia meu “possível e praticável” segue melhorando.

Não consigo pensar em nenhum ponto negativo que alguém possa ter ao desejar ser vegano. Os benefícios são imensos pra nós, para os animais, para o meio ambiente. Além disso, estudos atuais apontam os danos para saúde ao se consumir carne (especialmente embutidos) além do quanto os derivados de leite são inflamatórios para o nosso organismo. Sou uma pessoa muito mais feliz e realizada depois que me tornei vegana. E não sou nenhuma santa ou perfeita, nem good vibes o tempo inteiro, nem “bicho grilo” que acho que acaba sendo o que as pessoas pensam dos veganos. Você pode ser hippie e vegano, rockeiro e vegano, nerd e vegano… Não importa. Você pode seguir sua vida fazendo as coisas de que gosta, descobrindo coisas novas e poupando os animais! Só tem vantagens! Se ainda não é vegano, experimente. Comece, não importa como!

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